Recebendo a mensagem

Na seção anterior, vimos que o controlador do robô rumble transmite os comandos via luz infravermelha. Cada controlador tem um engaste A e um engaste B. Quando você alterna entre um engaste e outro, o microchip muda o padrão do pisca-pisca do sinal infravermelho.

O robô também tem engastes A e B. Quando você alterna o robô do A para o B, ele ignora os sinais do padrão A, mas registra os sinais do padrão B. Se você tiver dois robôs do mesmo modelo, tem que ajustar um no B e outro no A. Caso contrário, um controlador ativaria os dois. Modelos diferentes usam padrões diferentes para facilitar o controle. 


O sensor infravermelho do robô

O elemento central do receptor de infravermelho é uma pequena fotocélula, um componente que responde à luz. As fotocélulas são uma aplicação comum dos efeitos fotoelétricos, que são a emissão dos elétrons por certos materiais em resposta a certas freqüências da luz.

A fotocélula comum consiste de uma camada semicondutora sensível à luz, que fica entre dois eletrodos. A bateria envia uma corrente elétrica constante pelos dois eletrodos, não importando se a fotocélula for exposta à luz ou não. Quando você expõe a fotocélula ao tipo certo de luz, a tensão nos elétrons amplifica a corrente que está fluindo pelos elétrons. Se a luz acender e apagar, a corrente irá aumentar e diminuir no mesmo padrão. Deste modo, a fotocélula traduz o sinal da luz em sinal elétrico (veja Como funcionam as células solares para mais informações sobre este processo).


O circuito central do robô

O sinal elétrico passa pelo circuito central integrado do robô. Baseado no padrão digital deste sinal, o circuito integrado realiza certas ações, como se mover para frente, virar e dar um soco. Na próxima seção, vamos dar uma olhada nos componentes envolvidos nestas ações.