Se você leu Como funcionam as montanhas-russas, então sabe os princípios básicos de uma volta na montanha-russa. Na sua subida inicial, o trem da montanha-russa constrói um reservatório de energia potencial dado pelo baixo empuxo da gravidade. Para o resto do passeio, as colinas, descidas e loopings convertem esse suprimento de energia potencial em energia cinética e retorna novamente, causando o aceleramento e desaceleramento do trem.

Essa aceleração, em conjunto com o movimento de subida e descida do trem, produz uma estranha sensação em seu corpo - você é constantemente empurrado em direções diferentes - clique aqui para descobrir o porquê. Essa sensação se parece com o empuxo da gravidade e essas duas forças - gravidade e aceleração - se combinam de modo interessante. Quando a força causada pela aceleração e pela gravidade estão em direções opostas, elas se anulam em um certo grau, fazendo você se sentir muito leve. Quando ambas estão na mesma direção, você se sente muito pesado. A mudança rápida entre essas duas condições é o que torna a montanha-russa uma experiência excitante.

Então o que torna um carro diferente de outro? Todos os carros viajam através dos mesmos trilhos, assim a gravidade os acelera e desacelera aproximadamente nos mesmos pontos. Mas além de sofrerem a força da gravidade, cada carro é também puxado pelos carros conectados a ele. É essa força adicional que torna a experiência um pouco diferente para os ocupantes em cada carro.

Para entender como isso funciona, imagine um carro de montanha-russa alcançando o topo da colina. Assim que ele ascende, fica mais lento porque a gravidade o puxa de trás. Mas quando o primeiro carro chega ao ápice da colina, a gravidade começa a puxar o carro para baixo do outro lado da colina. Por causa do empuxo da gravidade, o primeiro carro começa a acelerar, o que acelera o segundo carro, que acelera o terceiro e assim por diante. Deste modo, todos os carros da retaguarda são acelerados pelo movimento do primeiro carro, assim todos começam a acelerar em diferentes pontos ao longo dos trilhos. No tempo em que o último carro se move sobre o topo, a gravidade já acelerou bastante o primeiro. Conseqüentemente, o carro de trás tem uma aceleração maior no topo da colina do que a do primeiro carro. Esse acréscimo de força essencialmente chicoteia o carro através do pico, empurrando brevemente os ocupantes, assim eles quase voam de seus assentos.

Para muitas pessoas, esse é o melhor lugar em uma montanha-russa por todo o passeio, porque todos os giros e viradas são mais pronunciados. Mas em muitas montanhas-russas, você não pode ver os trilhos muito bem do carro traseiro: sua linha de visão é bloqueada pela pessoa que está na sua frente. O componente visual de uma montanha-russa é importante porque dá a você a sensação de velocidade e perigo - os desenhistas de montanhas-russas criam intencionalmente ao longo do trilho todos os tipos de obstáculos para fazê-lo sentir que o passeio está fora de controle. Em um desenho de montanha-russa típico, os ocupantes do primeiro carro têm uma visão desobstruída de todos esses obstáculos enquanto são chicoteados além deles. Em um trem que possui assentos virados para a traseira, o carro de trás oferece a melhor das opções - você tem uma ótima vista e uma volta mais intensa.

O melhor assento em uma montanha-russa, então, é uma questão de gosto pessoal. Se você adora a sensação de perda de peso, fique mais atrás. Se você quer a melhor visão da ação, fique na frente. Os carros no meio proporcionam uma volta menos acentuada, mas é uma boa aposta e você ainda terá bons momentos. Não há lugar ruim em uma montanha-russa, contanto que você esteja amarrado ao assento.

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