As portas do Playcenter, o primeiro parque de diversões do Brasil, foram abertas em São Paulo, em 27 de julho de 1973. O parque de 50 mil m² de área tinha 20 atrações, entre brinquedos giratórios, teleférico, splash e a Super Jet, a primeira montanha-russa do país.
![]() Playcenter/Divulgação Alpha X-10, uma das atrações dos primeiros anos do Playcenter |
O parque foi criado pelo empresário boliviano Marcelo Gutglas, inspirado nos grandes parques de diversões da Europa e dos Estados Unidos da década de 70. Com o passar dos anos, foram incorporadas à lista de atrações montanhas russas mais modernas.
Em 1997, a GP Participações, que detinha 50% das ações do empreendimento, assumiu o controle da empresa. Apesar da aposta, o setor de parques de diversões como um todo decepcionou investidores nos anos seguintes, principalmente por conta da forte desvalorização do Real em 1999. E o Playcenter estava no meio da crise. Em dezembro de 2001, o parque tinha uma dívida de R$ 145,3 milhões.
A controladora decidiu, em 2002, vender o empreendimento, e Gutglas, que estava afastado desde 1997, retomou a direção com o objetivo de revitalizar o parque, que não recebia investimentos desde 1998. Sua estratégia envolveu corte de custos, ampliação de eventos e mudança de foco do público dos adolescentes para a família, além da compra de novos brinquedos.
O brinquedo havia sido inaugurado cerca de 10 dias antes do acidente, após uma forte divulgação na TV e em outdoors. No dia 13 de janeiro, o parque foi fechado pelo Contru (Departamento de Controle e Uso de Imóveis) para vistoria dos brinquedos e reabriu dois dias depois. O Space Loop ficou interditado por 40 dias antes de ser reaberto. |
Em 2005, o Playcenter enfrentou uma nova perda: parte de sua área teve de ser cedida à prefeitura como pagamento de dívidas. O espaço, que chegou a ser de 110 mil m² nos tempos áureos, hoje é de 85 mil m².
Mas a estratégia de reestruturação, beneficiada com o bom momento da economia em 2007, seguiu em frente. Uma das novidades foi a revitalização de atrações antigas, como a Monga (teatro em que mulher vira macaco), hit dos anos 1990, para atrair saudosistas. O parque continua investindo em shows de bandas populares entre os jovens e nas Noites do Terror, evento mais esperado por visitantes e administração.
O parque não revela seu faturamento, mas recebeu um total de 1,5 milhão de visitantes em 2007 e espera manter esse número para 2008.