O escritor e diretor Brad Bird não conseguiu ninguém para dublar Edna Moda, a designer de uniformes alemã-japonesa, "um personagem pequeno que domina a sala". Bird acabou fazendo ele mesmo a voz e o resultado foi engraçado.
![]() Foto cedida Disney Edna Moda e Sr. Incrível |
Bird, mais conhecido pelo sucesso de crítica "O Gigante de Ferro", idealizou "Os Incríveis" há doze anos, numa época em que vivia um conflito entre as exigências da carreira e a família. "O objetivo era fazer a família baseada em arquétipos. Fiz um pai bastante forte e, como as mães sempre estão em todos os lugares, tive que fazê-la elástica. Garotas adolescentes geralmente são auto-conscientes, então Violeta é invisível e tem campos de força. Garotos de dez anos de idade são bolas de energia hiperativas que ricocheteiam nas paredes, daí veio a super velocidade do Flecha", ele explica. O nome do bebê Zezé (em inglês, Jack-Jack) é o mesmo de seu filho.
Embora tenham sido feitas pequenas mudanças na abertura e no vilão do filme, "do contrário, seria uma história bem parecida com as outras da Pixar", observa Bird, que trouxe este filme para o estúdio CG em 2000, "o restante seguiu o processo normal de se produzir um filme no qual se quer reforçar algumas idéias, esclarecer e trabalhar com outras".
![]() Foto cedida Disney O vilão do filme, Síndrome |
Sayre espera pelo tempo em que atingir os objetivos da computação gráfica exija menos esforço e que as simulações sejam mais fáceis de realizar.
Uma seqüência de "Os Incríveis" pode ser uma possibilidade, mas para Bird isto requer condições. "Há uma tendência de que qualquer filme de sucesso seja considerado uma franchise, o que eu acho ridículo. Alguns filmes proporcionam uma continuação, outros não. Se você fizer uma seqüência com os produtores originais e eles acreditarem que pode ser melhor do que o primeiro filma, então, vá em frente. Acreditar é uma condição imprescindível".