Seqüências difíceis

Para as equipes de criação de Sayre, um dos piores desafios foi a cena da família na mesa de jantar. "Aquela cena nos deixou de cabelos em pé", diz ele. "Todos os personagens estavam na tela com cabelos e roupas simulados. Eles estavam sentados em cadeiras, ou seja, sentados em suas roupas, mas tudo isso tinha de ficar em segundo plano porque as pessoas precisavam acreditar que eles estavam apenas jantando", ele explica.


Foto cedida Disney
Os Incríveis na sala de jantar

Além disso, "a comida tem que parecer saborosa, ela não pode parecer comida de plástico, mas não se pode estourar o orçamento. Ele deve ser gasto onde a audiência vê, 'aquele prédio explodiu, que legal!'. Ninguém vai dizer que o macarrão parecia ótimo. O que parecia uma cena totalmente inocente, mostrou-se muito desafiador".

Seqüências externas foram outro desafio. "Tínhamos todos os elementos: ar, água, fogo", diz Sayre. "Muitas coisas explodindo, a dinâmica do fluido, restituição volumétrica, truques... É uma mistura de habilidades aplicada pelos artistas de efeitos especiais. Tivemos que descobrir uma maneira de criar poderes como o campo de força da Violeta, a super velocidade do Flecha e coisas mais simples como as nuvens do lado de fora das janelas do avião".

Para os supervisores de animação Alan Barillaro e Steve Hunter, foi mais fácil explodir aquele avião do que criar gestos e toques entre os personagens, "como por exemplo, quando Helena coloca o cabelo da Violeta atrás de sua orelha e toca seu rosto", diz Hunter, reiterando o problema da simulação. Usando sistemas IBM de alta capacidade, os animadores trabalharam com um fantoche virtual para cada personagem. "É como construir um set no computador", compara Barillaro. Eles se inspiraram assistindo fitas de vídeo das vozes, conforme os diálogos eram gravados.