Introdução

Para as mentes criativas da Pixar, projetar e animar os brinquedos de "Toy Story" e os monstrinhos fofos de "Monsters S.A." foi brincadeira de criança comparando-se ao que eles enfrentaram ao levar "Os Incríveis" para as telas. Essa comédia de ação sobre uma família de super-heróis morando no subúrbio, provou que era um desafio.


Foto cedida Disney

"O maior desafio é que estávamos lidando com personagens humanos", diz o diretor técnico Rick Sayre. "Imitar e esculpir cabelos, desenhar e imitar roupas: são tantos os componentes necessários para que isto aconteça! Tínhamos o ser humano Al no 'Toy Story 2' e a menina Boo de 'Monstros S.A.' tinha cabelos e roupas, mas ela não estava em todas as cenas. Em "Os Incríveis tivemos que inventar a partir do zero a maneira como os pernonagens seriam animados e manipulados".

A maneira como esse personagem é criado assemelha-se a de um fantoche, para que os animadores possam manipulá-lo e movê-lo de forma convincente. Sayre, um veterano com 17 anos de Pixar, diz que "para fazer seres humanos convincentes é preciso simular o jeito que a pele se movimenta sobre os músculos, os ossos, e como desliza sobre eles. Esta verossimilhança é que diz que é um ser humano e não um fantoche ou um brinquedo. Também queríamos caricaturar, por isso adicionamos a técnica de "amassar e esticar" (squash and stretch) em cada osso, junta ou articulação, para criar movimento onde fosse possível".