Aconteceram diversas variações no design do ioiô ao longo dos anos. No desenho original, que ainda era popular até o começo do século XX, a corda era atada com segurança ao eixo da roda. Esse design alcançou enorme popularidade na Europa, no século XVIII e no XIX, onde teve nomes diferentes, como bandelore, quiz e L'emigrette.
No ioiô moderno, trazido aos Estados Unidos das Filipinas, nos anos 20 (veja abaixo), a corda faz apenas um laço em volta do eixo da roda. Para entender o significado dessa diferença, vamos examinar os princípios físicos em ambos os tipos de ioiôs.
![]() No design original do ioiô, a corda era presa no eixo da roda; no design moderno, a corda só é firmada com um laço em volta do eixo da roda, permitindo ao ioiô "dormir" |
Em ambos os designs, o jogador de ioiô enrola a corda justamente em volta do eixo. Na mão dele, o ioiô tem uma certa quantidade de energia potencial (energia de posição). Esta energia potencial toma duas formas diferentes:
Quando o ioiô chega ao fim da corda, ele não pode descer mais. No entanto, pelo fato de ter muito momento angular, continuará girando.
O movimento de rotação dá ao ioiô estabilidade giroscópica. Um objeto girando resiste a mudanças no seu eixo de rotação porque uma força aplicada se move junto com o próprio objeto. Se você pressionar um ponto de uma roda girando, por exemplo, esse ponto se moverá em volta da roda enquanto ele ainda está sentindo a força que você aplicou. Como o ponto da força continua a se mover, ele termina de aplicar a força em fins opostos da roda e a força se equilibra. Este fenômeno mantém o eixo de um ioiô perpendicular à corda, contanto que o ioiô esteja girando rápido o suficiente (consulte Como funcionam os giroscópios para aprender mais).
Se a corda estiver fixada com segurança ao eixo do ioiô, como no design original, o eixo girando agarrará a corda e começará a rebobiná-la; e o ioiô irá subir pela corda. O jogador de ioiô deve dar um puxão leve na corda quando o ioiô volta, para compensar a energia perdida para a fricção.
No ioiô moderno, há menos fricção entre a corda e o eixo, uma vez que a corda só é laçada em volta do eixo. Quando o carretel se desenrola completamente, não agarrará automaticamente: ele irá girar livremente. Para conseguir que o ioiô rebobine, o jogador tem que dar um pequeno puxão na corda. Este puxão aumenta um pouco a fricção entre a corda e o eixo, para que o eixo comece a rebobinar a corda. Uma vez que ele começa a rebobinar, este tipo de ioiô voltará ao jogador, como no design antigo.
A capacidade de fazer o carretel do ioiô girar no final da corda, ou "dormir", fez dele um desafio muito mais interessante. Os jogadores tentam manter o carretel dormindo, enquanto fazem formas com a corda e balançam o ioiô em volta delas. Outro truque é "passear com o cão": deixe o carretel girando no chão antes de puxá-lo de volta.
Ao longo dos anos, os fabricantes inventaram uma série de mecanismos para facilitar esses tipos de truques. Na próxima seção, vamos ver algumas das variações mais populares encontradas em ioiôs modernos.
Nos anos 20, um imigrante filipino, chamado Pedro Flores, decidiu trazer este design de ioiô aos Estados Unidos. Ele teve sucesso imediato e, em 1929, vendeu a sua companhia para um empresário chamado Donald Duncan. Duncan fez uma marca do nome "ioiô" e, durante as décadas que se seguiram, fez a estréia de sua companhia como sendo a primeira fabricante de ioiô. Os concorrentes de Duncan lançaram produtos semelhantes, com vários nomes diferentes (inclusive "twirler" e "whirl-a-gig"). Mas o público adotou o termo "ioiô", levando as companhias rivais a desafiarem a marca de Duncan. Em 1965, o Tribunal Federal de Apelações determinou que o termo tinha se tornado genérico, assim podendo ser usado por qualquer um. No mesmo ano, a companhia de Duncan foi à falência, vendendo o seu nome para a Flambeau Plastics Company, que ainda vende ioiôs da marca de Duncan. |
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