Avanços técnicos melhoram os efeitos especiais

John Richardson, supervisor de efeitos especiais que trabalhou em todos os filmes de "Harry Potter", diz que avanços tecnológicos como computadores com processadores mais velozes tornam possível alguns efeitos que não poderiam ser tentados durante o primeiro ou segundo filme de Harry Potter, e ele cita a batalha na Sala da Profecia como exemplo. O departamento de efeitos visuais (em inglês) pode fazer coisas melhores e mais realistas. Tivemos personagens em computação gráfica desde o início, mas melhoramos os padrões de lá para cá. Acho que os vôos com vassouras estão melhores agora do que no primeiro filme", diz Richardson.

"Melhoramos a nossa mecânica, eletrônica e todos os equipamentos que construímos agora são operados por computadores", continua Richardson. "Muito do que fazemos são equipamentos hidráulicos razoavelmente complexos . Entretanto, atualmente conseguimos operá-los e controlá-los por computador, o que gera uma interligação muito melhor com os caras dos efeitos visuais e com o trabalho de computação gráfica (em inglês) que eles realizam, de modo que podemos garantir que o mundo real se una de forma muito eficiente com o mundo feito em computador".

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Efeitos especiais usados na fantasia da Warner Bros. Pictures, "Harry Potter e a Ordem da Fênix"
Isso significa muita filmagem contra fundos azuis ou verdes, "em alguns casos para criar o ambiente ou o set, e em outros casos, se alguém está voando em uma vassoura, fazê-lo voar na frente de uma tela azul e colocá-lo no ambiente de computação depois".

Falando sobre essas cenas de vôos, Richardson revela que foram adaptadas para o elenco, que está crescendo. "Quando criamos as vassouras voadoras pela primeira vez, nós as projetamos para crianças de 37 a 45 quilos, e agora os atores pesam quase o dobro disso. Também precisamos redesenhar tudo, quase que totalmente, e garantir que, em termos mecânicos, as coisas estão suficientemente fortes".

Menores no set
O jovem elenco exige certas considerações, diz Richardson. "Trabalhando com crianças, precisamos ter muito cuidado quando fazemos efeitos de incêndio e de explosão. Precisamos ter 110% de certeza do que estamos fazendo e garantir que nada sairá errado. Assim, tudo é meticulosamente planejado e ensaiado, porque a segurança é, obviamente, uma questão importante".

Mas ele acrescenta rapidamente que os jovens atores "sempre foram incríveis, dispostos a tudo o que lhes pedíamos e muito solícitos em termos de subir nos aparelhos que usávamos para as vassouras, voar e ser lançados na água, com lança-chamas jogando fogo à sua volta. Sempre foram muito mais profissionais do que poderíamos esperar de um bando de crianças".

Uma das responsabilidades de Richardson é preparar e filmar elementos para serem manipulados pela equipe de efeitos especiais depois, e em "Harry Potter e a Ordem da Fênix", isto incluiu inúmeros efeitos de magia na Sala Precisa e a criação de uma esfera de água na qual o feitiço de Dumbledore aprisiona Voldemort.

luna lovegood
Evanna Lynch como Luna Lovegood, na fantasia da Warner Bros. Pictures, "Harry Potter e a Ordem da Fênix"
"Tivemos de imaginar um modo de manter Voldemort no ar e girá-lo, para que parecesse flutuar em uma esfera de água. Para isso, usei um equipamento hidráulico modificado de um cabo de vassoura, mas podíamos programá-lo no computador e sentar Ralph Fiennes nele. Fizemos esferas de Plexiglas com 2 metros de diâmetro e projetamos água sobre a parte de cima e dentro delas, para criar a aparência de uma esfera em movimento", ele explica.

Em outra cena, "tivemos de explodir 250 janelas curvas de vidro no Ministério da Magia ao mesmo tempo, como se o feitiço de Voldemort criasse potência suficiente para quebrá-las. Precisava dar certo na primeira tentativa, e deu", diz Richardson aliviado. "Estamos melhorando nossas habilidades. Atualmente, conseguimos fazer com que dê certo na primeira vez na maioria das vezes".