A equipe de Harry Potter 5

Após rejeitar muitos roteiros de filme porque a qualidade não combinava com o que havia visto na TV, até ler e se apaixonar pelas personagens e pelo mundo de Harry Potter, Yates assinou um contrato de dois anos e meio de trabalho.

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O diretor David Yates no set da fantasia da Warner Bros. Pictures "Harry Potter e a Ordem da Fênix"
"Antes de começarmos a filmar, eu já estava envolvido com o roteiro há um ano e meio. Eu meio que fiz o filme antes de realmente fazer uma única tomada do filme porque tive muito tempo para prepará-lo. Fiz o storyboard com imenso cuidado. Quando cheguei para dirigir a primeira tomada, no primeiro dia, já havia feito o filme três vezes em minha mente. Acho que isso deixou o estúdio e os produtores muito mais tranqüilos; assim, quando comecei a filmar, simplesmente deixaram-me ir em frente", explica Yates.

Ele admite que trabalhar em um filme com aproximadamente 1.300 tomadas de efeitos foi seu maior desafio, "para garantir que eles serviam à história com a máxima exatidão possível". Para isso, ele contou com o talento do supervisor de efeitos visuais Tim Burke, do designer de produção Stuart Craig, do supervisor de efeitos especiais John Richardson, do supervisor de efeitos das criaturas, Nick Dudman, e de outros, em sua equipe de criação, para dar vida ao que imaginara.

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Os produtores David Barron e David Heyman no set da fantasia da Warner Bros. Pictures, "Harry Potter e a Ordem da Fênix"
Dos muitos problemas logísticos e técnicos do filme, a seqüência na Sala de Profecia, que acontece quase no fim do filme, foi o maior. "É uma seqüência elaborada e complexa, envolvendo um ambiente completamente em computação gráfica. Nós a filmamos toda em uma tela verde, ao longo de várias semanas", observa Yates. "Devido à disponibilidade de certos atores, tínhamos de filmar de forma muito episódica, de modo que foi bastante difícil" (os atores menores de idade, como lembra Heyman, podem trabalhar por apenas quatro horas seguidas).

John Richardson, que supervisionou uma equipe de 35 pessoas, menciona aquela cena e várias outras como seus principais desafios. "A batalha final exigiu muito trabalho de nossa parte, em termos de explosões no set, realizar os efeitos da varinha mágica e muitas coisas diferentes para o Ministério da Magia, mais as cenas do Salão Principal, quando os gêmeos Weasley estão indo embora para sempre e lançam fogos de artifício mágicos por todos os lados, causando o caos em Hogwarts. O que torna tudo complexo é trabalhar com o departamento de Efeitos Visuais – quem fará o quê e onde ficarão as emendas. Fizemos muita pré-preparação para que tudo ficasse pronto do jeito que David queria e, depois, trabalhamos para que isso acontecesse".

Cineastas também são fãs
Dudman já havia buscado ativamente uma oportunidade no primeiro filme de Harry Potter, tendo lido e adorado "Harry Potter e a Pedra Filosofal". David Heyman, que consegue lembrar-se onde estava quando leu cada um dos livros da série, aponta para o apelo universal de Harry como uma pessoa comum, "com um contexto extraordinário e capacidades extraordinárias. Harry é um menino como outro qualquer. Ele tem problemas em casa. Ele vai para a escola e descobre o lar, amigos e família que nunca teve em Rone e Hermione. Todos se identificam com essas três crianças, de um modo ou de outro. Harry torna a magia possível para todos nós. E nós todos gostaríamos de ir para uma escola como Hogwarts".

David Yates elogia a capacidade de J.K. Rowling de criar personagens reais "e explorar muitas questões emocionais em um ambiente mágico e ampliado". É um mundo aonde gostaríamos de ir. É um lugar muito acolhedor, e há muito pouco que não se possa apreciar". Ele e seus colegas apostam que as platéias sentirão o mesmo sobre "Harry Potter e a Ordem da Fênix".