Ariel e Bela

No final dos anos 80 e começo dos anos 90, a Disney reinventou o cinema com tema de princesa com dois filmes de tremendo sucesso, "A Pequena Sereia" e "A Bela e a Fera". Ambas as principais personagens - Ariel, de "A pequena sereia" e Bela, de "A Bela e a Fera" - incorporaram o novo ideal da Disney: princesas espertas, alegres e bonitas.

Conheça a história de Ariel

Ariel - a jovem sereia ruiva, filha mais nova do rei Tritão - era encantada com todas as coisas que pertenciam aos humanos. Contrariando a ordem de seu pai para manter-se longe do mundo humano, Ariel nadou para a superfície e resgatou Eric, o príncipe de seus sonhos, de uma enorme tempestade. Determinada a tornar-se humana e viver feliz para sempre com seu príncipe, aceitou fazer uma barganha com a inimiga de seu pai, Úrsula, a bruxa do mar. Trocou, então, sua linda voz por um par de pernas. Para ter sua voz de volta, Ariel precisava ganhar o amor do príncipe e salvar o reinado de seu pai em apenas três dias.

A seqüência do filme, "A Pequena Sereia II: o Retorno para o Mar", foi feita muitos anos mais tarde, quando Ariel e o Príncipe Eric estavam casados, felizes, e tinham uma filha, Melody. Para proteger Melody de Morgana, outra bruxa malvada do mar, eles mantiveram sua hereditariedade de sereia em segredo. Melody era curiosa, como sua mãe, e gostava de explorar o mar. Ela se tornou uma peça do jogo de poder de Morgana para roubar o controle do oceano do rei Tritão, mas tudo se ajeitou no fim da história.  

Recentemente, Ariel afiliou-se à National Marine Sanctuary Foundation como a "representante" da Ecologia do Oceano.

Ariel, a pequena sereia, é a mais nova criação da Disney, com característica própria de personagem especial.
Disney. Todos os direitos reservados
Ariel, a pequena sereia, é a criação mais recente da Disney

O filme original da Disney

O 28º longa metragem de animação da Walt Disney Pictures, "A pequena sereia", teve sua estréia em 1989 e ganhou dois prêmios da Academy Awards – Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção (por "Under the Sea"). Surpreendentemente, representou a primeira adaptação da equipe de animação da Disney de um conto de fadas desde "A Bela Adormecida", depois de trinta anos.

Na época de seu lançamento, os críticos indicaram "A Pequena Sereia" como um dos longa-metragens de animação da Disney mais espetaculares e o colocaram na mesma posição de outros clássicos de todos os tempos do estúdio. Os freqüentadores de cinema apareceram em números recordes, fazendo desse filme de animação o mais bem sucedido até aquele momento. A atração universal pelo filme e o sucesso das bilheterias ajudou a alcançar uma renovação do interesse na arte da animação e marcou o começo de uma nova era de produtividade e criatividade na Disney Feature Animation.  

Conheça a história da Bela

Bela, cujo nome significa "beleza" em francês, foi ao palácio da Fera para salvar seu pai, Maurício, um pobre inventor que acidentalmente fora parar no covil da Fera. Furiosa, a Fera no mesmo instante jurou matá-lo, até que Bela chegou e implorou por sua vida. A Fera concordou em não fazer mal a Maurício com uma condição: Bela teria de ficar com a Fera. Assim, iniciou-se a lição de Bela do verdadeiro significado da beleza - uma lição que traria amor e felicidade para sempre. 

Diferente de muitas outras princesas da Disney, Bela não nasceu com sangue real - casa-se com a realeza. Mas, como todas as princesas da Disney, Bela é bonita, graciosa, leal e meiga. Como Ariel, Bela quebra o modelo de princesa passiva da Disney. Ela é esperta (está sempre lendo um livro), tem opinião (tem uma língua bem afiada) e faz seus próprios jugamentos (não tem paciência com a vaidade superficial de Gastão e enxerga além da aparência amedrontadora da Fera). Seus cabelos e olhos castanhos fazem dela uma das princesas mais identificáveis fisicamente e sua teimosia intencional faz dela uma das princesas mais reais. 

O filme original da Disney

"Era uma vez, em uma terra distante, um jovem príncipe que vivia em um castelo ensolarado. Embora tivesse tudo que seu coração desejasse, o príncipe era mimado, egoísta e desagradável..." E assim começa o 38º filme de animação de longa-metragem da Walt Disney Pictures, claramente indicando às platéias que essa é a melhor história, sem ser aquela de protagonista feminina encantadora. A estréia foi no dia 22 de novembro de 1991, e é surpreendentemente apenas o quinto filme de animação da Disney baseado em um conto de fadas, embora Disney já tivesse adaptado a história quarenta anos antes. Enquanto não tinham descoberto um caminho para desenvolver a segunda parte, a história foi colocada de lado, até que Kirk Wise e Gary Trousdale decidiram que valia a pena tentar de novo.

A escritora Linda Woolverton e o compositor Howard Ashman descobriram que os objetos encantados eram a solução. Ashman criou personagens para o candelabro, a chaleira e outros objetos, escreveu lindas canções para eles e deu para a versão do filme o formato de que precisava. Os produtores de cinema da Disney também reinventaram a Bela como uma heroína mais agradável, menos passiva. 

"Sentimos que precisávamos dar energia à história", afirmou o produtor Don Hahn: "então, fizemos nossa heroína avançar, indo ao castelo por si mesma para lutar pela libertação de seu pai". 

Na próxima seção, você conhecerá Jasmine, Pocahontas e Mulan. Embora essas donzelas não pertençam à realeza tradicional, a Disney as considera parte do clube das princesas.