A origem exata dos jogos com bolas de gude não é clara, mas os relatos e registros históricos, arqueológicos e culturais sugerem que o hábito é muito antigo. As primeiras notícias são do ano 3.000 a.C.: bolinhas foram encontradas em túmulos egípcios dessa época, segundo o pesquisador Roberto Azoubel. O Museu Britânico tem em seu acervo bolinhas da Ilha de Creta (Grécia) datadas de 2.000 a.C., feitas de materiais diversos. Também há registros da brincadeira no Império Romano, inclusive entre adultos, segundo o historiador Câmara Cascudo, autor do livro “Dicionário do Folclore Brasileiro”.
![]() Reprodução do quadro Children's Games, de Pieter Bruegel (1560), pertencente ao Kunsthistorisches Museum, em Viena, mostra várias brincadeiras de crianças. No destaque, o jogo de bola de gude |
![]() Reprodução/Life Magazine A brincadeira foi tema da reportagem de capa da revista Life de 10/05/1937 |
Avelãs, castanhas, azeitonas e sementes com formas arredondadas também eram populares. Já foram usados como material para confeccionar bolas madeira, pedras, mármore, argila e cerâmica. O mais usado atualmente é o vidro.
Foi com bolas de vidro que a brincadeira chegou ao Brasil, trazida pelos colonizadores portugueses. O nome “gude” vem de “gode”, que se referia a pequenas pedras arredondadas. Também eram de vidro as bolinhas de gude usadas pelos norte-americanos, que importaram a brincadeira dos colonizadores ingleses.
Na próxima página aprenda sobre o processo de fabricação das bolas de gude.