A organização das bandeirantes: Girl Scouts of America e mais

As Girl Scouts of America contornou a pressão sofrida por parte dos escoteiros nos Estados Unidos incentivadas pela sua política oficial de não discriminar. Não aprova ou desaprova qualquer estilo de vida, e define homossexualidade como uma escolha pessoal.

A política de portas abertas que a organização adota levou alguns americanos mais conservadores a acreditar que ela esteja sob a direção de militantes feministas radicais e lésbicas. A ideia ganhou mais atenção nos anos 70, quando as bandeirantes convidaram a renomada líder feminista Betty Friedan para integrar seu conselho. As Girl Scouts of America também tem um retrospecto de apoio à legislação feminina relevante, como a lei que requer verbas iguais para atividades femininas e masculinas que recebam apoio público. Hoje, quando as dirigentes são perguntadas se as bandeirantes se vêem como organização feminista, a resposta em geral é de que as meninas que participam do programa são encorajadas a desenvolver força de vontade e independência, o que pouco tem a ver com o feminismo e mais com os requisitos do sucesso no mundo moderno.

Em 1993, as bandeirantes autorizaram cada tropa a mudar a promessa da organização, se assim desejasse, removendo a palavra "Deus". E cada menina pode optar por usar a palavra "Deus", substituí-la por outra ou eliminá-la de sua promessa pessoal. Não se sabe quantas tropas optaram pela mudança.

A venda de cookies (em inglês), instrumento tão bom de arrecadação de fundos, causa controvérsias a cada ano. Muitas vezes, isso acontece simplesmente porque as bandeirantes montam suas mesas diante de uma loja ou escritório de forma que atrapalha a passagem. Em outras ocasiões, é mais complicado. Por exemplo, uma menina montou sua banca, deixou sua mãe tomando conta da barraca enquanto ela ia à escola e terminou batendo um recorde, com a venda de 17.233 caixas de biscoito  [fonte: Sultan (em inglês)]. Ainda que os pais forneçam certa ajuda nas vendas, muita gente considerou que a mãe em questão tivesse se envolvido demais. 

Outros grupos de meninas

Há muitas organizações de jovens, mas a Girl Scouts of America é a maior do mundo que se dedica apenas a meninas. Alguns grupos, como o CampFire USA e o Adventure Guides, associado à ACM (Associação Cristã de Moços), aceitam meninos e meninas. Já o Challenge Girls e o American Heritage Girls têm fortes bases religiosas.

As bandeirantes que permanecem no programa durante toda a adolescência têm a chance de ganhar o prêmio Gold Award, o equivalente ao posto de Eagle Scout entre os escoteiros dos Estados Unidos. O Gold Award é concedido a bandeirantes dos 14 aos 18 anos, que mantenham um diário no qual documentem 30 h de trabalho em papel de liderança, 40 h em exploração de carreiras -- por exemplo, trabalhando em algum emprego -- e que escolham um projeto de serviço comunitário, que deve ser desenvolvido e implantado individualmente pela menina. O projeto deve envolver uma causa que a especialmente interesse, e a bandeirante precisa fazer um relatório final detalhando o trabalho que realizou. E pelo fato de ser tratar de uma comenda muito prestigiosa, a cada ano, apenas aproximadamente 5,5% das bandeirantes que teriam direito ao Gold Award o recebem.

Para mais informações sobre acampamentos e a vida ao ar livre, leia os links da próxima página.