Os biscoitos das bandeirantes

O que seria de uma bandeirante sem seus biscoitos? Com US$ 700 milhões em vendas anuais, os cookies são um grande negócio para as meninas [fonte: McKenna (em inglês)]. A ideia de vender biscoitos para arrecadar dinheiro remete aos primeiros dias da organização. Em 1917, como projeto de serviço, uma tropa de bandeirantes fez biscoitos e os vendeu no refeitório de sua escola. Em 1922, uma reportagem na revista The American Girl, a publicação oficial das Girl Scouts, trazia uma receita de cookies e explicava que os ingredientes para fazer entre seis e sete dúzias de biscoitos deviam custar entre 26 e 36 centavos de dólar. Em seguida, a revista afirmava que os biscoitos deveriam ser vendidos em torno de 25 e 35 centavos de dólar a dúzia. As bandeirantes não eram tímidas quanto a margens de lucro.

Uma das tarefas das bandeirantes é vender biscoitos na comunidade
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Uma das tarefas das bandeirantes é vender biscoitos na comunidade

A venda de biscoitos como forma de arrecadar fundos disparou na comunidade das bandeirantes, e, em 1934, uma tropa da Filadélfia (em inglês) se tornou a primeira a vender os cookies produzidos por uma padaria comercial.  Em 1936, a liderança nacional das bandeirantes começou a licenciar padarias para produzir biscoitos. Os cookies continuaram a ganhar popularidade, apesar de um breve intervalo nas vendas durante a Segunda Guerra Mundial -- devido à escassez de farinha e açúcar. E na falta dos biscoitos, as bandeirantes vendiam calendários. Já em 1978, a entidade começou a supervisionar a embalagem dos cookies para que as caixas vendidas em todo o território americano fossem similares.

As Daisy Scouts não estão autorizadas a vender biscoitos, mas as Brownies, as Juniores e as bandeirantes mais velhas são todas encorajadas a participar. As Brownies podem ganhar insígnias e distintivos pelos biscoitos; as Juniores ganham distintivos Cookie Connection e Cookie Biz; e as bandeirantes mais velhas podem ganhar braceletes Cookies and Dough. Os distintivos não são conferidos a quem venda mais biscoitos, mas com base na realização de outras atividades, como a concretização de uma lista de objetivos, criação de um cartaz para promover a venda dos biscoitos ou escrever uma reportagem sobre os cookies para um jornal local. Todas as bandeirantes que participam da venda ganham um broche de atividade.

Celebridades bandeirantes

Entre as atuais e antigas integrantes das bandeirantes, há muitos nomes famosos. A apresentadora de TV Katie Couric, a cantora Sheryl Crow, a ginasta Cathy Rigby, a ex-primeira dama Laura Bush, a juíza da Suprema Corte Sandra Day O'Connor e a atriz  Dakota Fanning são apenas alguns exemplos cujos nomes muita gente reconhece.

Para uma empresa ser aprovada como fabricante oficial de biscoitos para as bandeirantes -- e existem apenas duas assim classificadas nos EUA --, a companhia precisa concordar em produzir cookies nos formatos Thin Mints, Do-si-dos e Trefoils. As outras cinco variedades ficam a critério do fabricante, ainda que os Caramel DeLights (Samoas) e os Peanut Butter Patties (Tagalongs) sejam os dois mais populares entre os sabores não compulsórios.

Vender biscoitos é uma grande fonte de fundos para os conselhos locais das bandeirantes. Do total arrecadado, 70% ficam para o conselho local e os 30% restantes vão para o fabricante. Dos 70% que as bandeirantes recebem, cada tropa recebe em média de 12% a 17% do total que vendeu. O dinheiro vai para o caixa da tropa, e as meninas votam para determinar como deve ser gasto. A venda de biscoitos é parte importante da experiência como bandeirante. As garotas aprendem a ditar metas, administrar fundos e trabalhar em equipe.